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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ao Balanço do Trem

Bem, Quarta-feira dia 10/03 foi nossa quarta performance com o tema História de Pescador. Saímos do teatro por volta das 16:30 e chegamos na Estação da Calçada as 17hs. Antes de chegar na estação eu estava nervosa pq até então não fazia a mínima ideia do que Luiz ia passar pra gente apresentar, Jr parecia tranquilo, mas eu, sempre anciosa e perguntei: por um acaso, alguém sabe o que vamos apresenta? e nada de ninguém responder e Luiz tome cortar papel, tome cortar papel, daí ele pediu pra gente escrever os nomes dos três personagens, Zeca, Luarmina e o avô e pediu para colocar dentro do balde, foi feito também uma placa onde estava escrito, de um lado, Mar-Me-Quer, do outro, Bem- Me-Quer, eu fiquei com o balde e Jr com a placa. E nada de descobrir o que a gente ia fazer, bem, pensei, Luiz não é maluco, ele sabe o que está fazendo, apenas restauram eu e Jr e se fosse para ele desistir ele tinha feito isso no dia anterior, sendo assim, só me restou pensar, que bom, ele confia na gente.

Esperei muito por esse dia, sabia que ia mexer muito comigo, passei uma grande parte da minha infância e adolescencia andando de trem com papai, ouvindo ele contar histórias, as pessoas rindo, e eu tendo de confirmar tudo que ele contava "filha de peixe peixinho é" chegou o momento de Luiz falar o que a gente ia fazer " ai meu Deus o que será"fui colocar o figurino rápido e sem uma maquiagem se quer, conforme ele solicitou.

Entramos no trem, eu com o balde e o banco e Jr com o banco e a placa, cada um em um canto do trem, Luarmina e Zeca foi bonito de mais gente! Começamos a interagir com os passageiros contando as histórias ,achei que não ia ser tão mágico pelo fato de ter só eu e Jr mas estava enganada, tudo começou a surgir, a cada mudança de intenção eles entravam de cabeça com a gente. Tinha uma marcação que a gente trocava de lugar, e a deixa era Israel bater palmas, e kd essa que nunca conseguia ouvir, pensei: será que já bateu e eu não escutei, bem não posso esperar mais, lá vou eu trocar de lugar, quando estou no meio do trem Luiz dis-cre-ta-men-te fala: volte pq o balde tem que ficar lá"rsrsr" êta aí o bicho pegou "rsrsr" o trem estava lotado, foi nessa hora que a energia tomou conta mais ainda, de um lado Luarmina do outro Zeca, um disputando suas histórias, rolou até ciúmes de de Luarmina por causa dele, pra pirrassar Zeca, ela dançou até com um passageiro. Falei que só me casaria com ele se uma única vez contasse uma hitoria verdadeira, foi tão difícil de ela acreditar pq foi cada uma mais macabra que a outra. Tinha até passageiros torcendo pra que fizessimos as pazes.

Luarmina começou a contar sua história de vida para uma passageira, contou que ela não tinha muitas lembranças de seus pais, mas de uma coisa ela lembrava bem, que sua mãe nunca tinha feito um carinho nela, nessa hora a passageira ficou tão emocionda que pegou a mão dela e passou no rosto de Luarmina, como se estivesse preechendo aquele vazio, com os olhos cheio de lagrimas, falou: não fique assim não. Foi muito forte esse momento tb.

Luarmina e Zeca dançaram uma ciranda em pleno balanço do trem, foi como se estivessem sendo levado pelo balanço do mar, do MAR-ME-QUER, BEM-ME-QUER.

Só quem estava lá sabe o que passamos , o que sentimos, e o que vivemos. ( Eddy, Jr, Israel, Hai,Alê, e Luiz). Tudo está sendo uma experiêcia e essa foi mais uma.





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