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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Celular na mão.

Na pose

Ganha um doce aquele que identificar quem fez pose pra foto.


sábado, 29 de maio de 2010

ator atuante

"Mar Me Quer" traz uma série de singularidades numa composição plural de encenação em forma de arena. Um espaço que traz em seu cenário velas, roupas, instrumentos e muitos objetos de metal, barro e madeira, dos quais são extraídos sons compondo uma atmosfera musical, preenchida por cirandas, canções populares, ruídos e silêncios. Um jogo de luz e sombra envolve os 02 casais de atores, com biotipos, idades e formações bem diferentes, interpretando 03 personagens: a mulher, o velho e o homem.


Inveredando nesse mar, me deparo em busca de um ator atuante. E trago esse conceito de Fábio Vidal, com quem fiz um curso há mais ou menos dois anos atrás, e que hoje compõe a equipe criativa de Mar Me Quer. Entendia o atuante como aquele que cria, se apropria e recria a cena, de modo que é autor e ator, com tamanha propriedade a ponto de alterar o desenvolvimento da atuação, atribuindo novas informações, sem perdas na qualidade do produto compartilhado com o público. E neste caso, o atuante trazia em si elementos ou talvez princípios do teatro, da dança e da performance, numa execução dramatúrgica própria.

Com o processo do Mar Me Quer, me vejo trazendo na encenação um pouco deste ator que é atuante, mas vou além. Se buscar no dicionário, atuante é aquele que age, então, acredito que nesse Mar, os atores são atuantes em todos os sentidos: executam e criam a composição sonora, transformam os objetos do cenário em imagens, interpretam os três personagens, cantam, expõem seus segredos e se revelam agentes múltiplos executivos da cena que lhes pertence, afinal tudo tem sido criado junto, do cenário ao figurino, das músicas ao texto.

Daí, entendendo a atuação como um modo de interpretar um personagem - dar vida, criar um corpo, compor uma voz -, penso que, mais do atuar, os atores nessa montagem são agentes/operários/artesãos da cena. E tudo isso foi alcançado a partir do jogo Balai, trazido pelos deuses clowns Marco e Fernando.

Luiz Antônio Jr.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Penso.

Pulso firme.

É preciso amor para poder pulsar.
Pulso, pulso, pulso, pulso.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Em branco e preto

domingo, 23 de maio de 2010

Eddy como Luarmina
Estava devendo uma foto da melhor cena do espetáculo (minha opinião). Está aqui, Eddy Veríssimo. Beijos!!!

sábado, 22 de maio de 2010

Mar Me Quer - As Cenas

Agora é pra valer!!!

A História

A Promessa

O Sonho

A Dança


Estamos chegando na reta final das construções das cenas do espetáculo Mar Me Quer. Com o texto em mãos, adaptações e criações coletivas, as cenas são construídas pelos atores, regida pelo diretor Luiz e lapidada por Diana Ramos. O sonho, a dança, a história e a promessa já estão prontinhos!!! Agora é só ficar na torcida para a conclusão deste belíssimo espetáculo.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Palestra: África
























Foto: Manu Santiago

A LUA.

É ela. A Lua. Luarmachado. Vanda.

Foto: Manu Santiago

Beje eró

Abertura da Palestra Mar Me Quer

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CONHECEMOS A LUA

Pois é! Ontem tivemos (A Outra), uma noite deliciosa. A Palestra África - o mítico e o fantástico de suas lendas. Um encontro certo! O que eu acho sempre engraçado, é exatamente isso.. essas ligações certas! Elas começam a se moldar, no seu tempo e espaço, e depois explode como uma bola de sabão e te encharca de sensação, emoção.. até rimou!, rs.

Sensações que encharcaram os meus olhos, as minhas mãos e meu coração.

Passei um tempo falando com os palestrantes (por email e tels), sem conhecê-los pessoalmente.. e isso me deu um pouco de nervoso.. tinha medo de que não chegassem na essência da palestra! Mas, acho que no fundo, no fundo, eu confiava em todos.

Eis que chega o dia D. Ou o dia M.. de mar. Mas, não. Era definitivamente o dia L. O dia da LUA. Da Luarmina, da Lua minha, nossa, de Vanda.

É. Vanda Machado. Verdadeira. Viva. Veloz. Vibrante.

Entre todos, foi quem mais me encharcou. De lágrima, mar, zeca, céu, celestiano, vida, povo, religião, cultura, crença, memória, respeito, luz, morte, MULHER e LUAR.

"Cadê Manuela!? Fique aqui Manuela, me sinto mais segura do seu lado”, Vanda.

Pronto. Não preciso mais escrever. Me apaixonei.

Agradecemos a todos por tudo. E eu, a minha Lua.. Luarmina. Sim eu a conheci.

Mas, uma Lua forte, viva, de luz, e cheia... de sabedoria e sorrisos.

É hora do Tanã Silê.

Filha de Oxum.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

É hoje!

Acontece logo mais, às 19 horas, no Palco Principal do Teatro Vila Velha, o bate-papo África: o fantástico e o mítico de suas lendas.

Neste encontro serão debatidos os aspectos fantásticos e míticos das narrativas de origem africana e estarão presentes a escritora e doutora em educação Vanda Machado; a professora do Instituto de Letras da UFBA e especialista em literaturas africanas de países de língua portuguesa Fátima Ribeiro; a professora, pedagoga e contista Maria Luísa Passos, e o doutor em história pela USP e professor do programa de pós-graduação do CEAO – UFBA Valdemir Zamparoni.

Os especialistas vão discutir aspectos fantásticos e míticos das narrativas africanas pelo viés da literatura, da oralidade e da tradição pensando nas formas de apropriação dessas narrativas pela cultura brasileira, as influências e interferências dessa tradição na construção do nosso imaginário.

Esta é uma das ações do projeto Mar Me Quer, realizado pel’A Outra Companhia de Teatro, grupo artístico residente do Teatro Vila Velha. Este projeto foi contemplado com o Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2009.

É HOJE!!!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

uma CARTA para a ATRIZ em CRISE

Partimos de um texto cheio de poesias e imagens, moçambicano, contemporêneo, rumo a uma encenação criada em conjunto com mais artistas diversos - que tornaram-se nossos deuses, áqueles a quem pedimos ajuda e recorremos na hora das crises. Iniciamos com uma leitura dramática do Mar Me Quer, de Mia Couto e Natália Luiza, ao ar livre, para uma audiência de umas 20 pessoas. Nesse momento, nos detivemos a compreensão do texto, tentando identificar personagens e relações que traçam a dramaturgia da obra, e aí, encontramos uma possível atmosfera para a encenação, próxima ao embalo das ondas do mar. Como disse Diana, na ocasião, "é de uma tranquilidade boa, como se estivesse embalado nas ondas do mar"...

Daí, nos embriagamos nas múltiplas possibilidades e realidades poéticas e cotidianas da obra, gerando performances, intervenções urbanas e instalações cênicas, em diversos espaços de Salvador. Um desafio! Afinal, o nosso contato com o espaço público havia sido através de um espetáculo apresentado numa praça ou em ensaios acontecidos ao acaso no Passeio Público, quando não tínhamos sala. Fomos do intimismo do Museu Rodin - Palacete das Artes ao expositivo e disperso do MAM, enbalado pela JAM, passando pela confusão do Passeio Público em dia de Cabaré da Rrrraça e do transito de dois da Estação da Calçada.

Na etapa seguinte, definimos nossas relações e nos aproximamos de artistas tão especiais quanto são seus sentimentos e questionamentos, atriz minha. E aqui, você se desnudou encontrando caminhos que traduziam seus anseios enquanto artista e integrante da Companhia. A presença de figuras de fora, queridas, ressaltadas de expectativas, fez de você um céu explodido em fogos de artifício, expondo cores, desenhos e texturas luminosas que só você pode nos dar. A atriz saiu do encontro com Fabinho enredada em partituras e estruturas corpóreo-dramatúrgicas criadas a partir da experiência com os três personagens, que ganharam corpo, voz e estado (talvez). Com Diana, um universo musical, preenchido por cirandas encantadoras e tão próximas a nossas memórias, nos enbalou em sonhos e quereres.

Ainda faltava mais água, terra e adubo para que as flores crescessem e revelassem suas saturações em cor e cheiro. Aí, vieram os Clowns Fernando e Marco, para embaralhar e apontar um caminho dramatúrgico para a encenação, iniciando-nos e nos emprestando seu "Balai" mágico. Foi então que os botões de flor surgiram, uns para bem-me-quer em páginas brancas e outros para mar-me-quer em páginas pretas. O instante de quase e efetuação de uma cama sonora, te faz brilhar os olhos - chegamos onde tanto queríamos, atores-músicos! Euforia, ansiedade, satisfação e muita expectativa misturada com pré-concepções de algos que poderiame podem ir para a cena.

Hoje me envolvo e trabalho buscando um desabrochar de você flor-atriz. E que contradição, para você florear eu preciso lhe despetalar, que nem planta em época de muda, se você não tirar os ramos, ela seca e morre. Assim tenho trabalhado, descascando você e o elenco, indo ao encontro do vosso miolo potencial, vivo e tão preenchido de essência verdadeira.

Tal qual um japonês que espera o florecer da cerejeira, tão breve e singular, eu caminho e lhe trago comigo para este encontro. Mas não quero que ele seja rápido como as flores da cerejeira, que came no terceiro dia. Que você encontre esses instantes de magia e diálogos de alma entre você, as personagens e a obra que estamos criando (juntos) e os preserve nas nossas muitas repetições internas ou compartilhadas com o público.

Tenha calma, minha'triz, deixe as ondeações te levarem nesse Mar... Não queira aldrabar o tempo, por que eu também não o quero assim, mas temos que respeitá-lo de algum modo, ele é senhor de tudo e avança tão rápido quanto nossas ansiedades!

Luiz Antônio Jr.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ansiedade

Ontem, no ensaio, tivemos a presença de Fabinho Vidal. O que foi extraordinário! Ele pontou questões importantes das nossas escolhas até agora, desde o espaço, o ambiente, o texto, as concepções, etc.

Ansiedade! Esta palavra, que por sinal já estava na minha cabeça desde a semana passada, já era um sentimento. Senti o quanto estávamos ansiosos. Em nenhuma outra montagem nossa estávamos com um rascunho de 60 % do espetáculo à três meses da estréia, e dessa vez temos esse esboço, mesmo que ele se modifique, se reconfigure até a estréia, já temos um bom material levantado. E Fabinho foi preciso nesse diagnóstico. Ele identificou em nós uma ansiedade em dizer o texto, em acelerar os tempos, em imprimir um andamento mais rápido.

E mais do que isso, como diagnosticou Lu ao final do ensaio, uma ansiedade em acertar, não estamos colocando os ensinamentos aprendidos no trabalho de palhaço desenvolvido com Casali.

Não sei como sanar isso! Mas acho que devemos estar cada vez mais juntos. Acho que de certa forma (nós-elenco) estamos preocupados com nossos textos, em entender, em dizer, e com isso nesses últimos dias tenho a sensação de que não compatilhamos os personagens, cada um tem uma ideia de Zeca, de Luarmina, de Avô, não compatilhamos a dificuldades, nem os acertos e aí quando trocamos de personagem é como se zerasse tudo... enfim, acho que estou sendo prolixo, misturei as coisas, talvez seja só a ansiedade de falar, de tentar externar as várias coisas passando na cabeça tudo junto depois de mais um dia de ensaio.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Em negativo

Como a sala fica escura, só dá pra tirar foto assim nos ensaios:

domingo, 9 de maio de 2010

Sinto.

É o inicio da fome da alma para o espírito criativo.


Aguardo pela comida e prazer!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010


Engraçado... com tantas coisas boas e novas acontecendo, eu me peguei pensando na leitura Mar Me Quer... em um tempo bem atrás, onde não sabíamos de nada, não conhecíamos direito o Mia Couto, suas palavras, suas imagens, onde tivemos só 2 dias para ensaiar, para propor uma sonoridade... Me peguei pensando nas transformações, de como as coisas estão surgindo magicamente, nessa energia que vem fluindo e que começou de um susto.


Um susto que despertou o soluço do Avô Celestiano, a defesa de Luarmina e o olhar esperto de Zeca Perpetuo.

E que trouxe um bálsamo pro meu coração... é como diz o Avô " o coração é uma praia", onde o mar que nos quer, acaricia as nossas memórias.

Tudo isso é bom!!

Mia Couto, Natália Luiza, A Outra, Os Clowns, Os assistentes (Hay e Isra), Vidal (fabinho), Diana Ramos (nossa didi) e o Maestro Luiz.

Por via dos sonhos, estamos fabricando o tempo, os amores e os aléns.


Aê galera!!!!
Cheguei e espero que pra ficar!

Me chamo Márcio Bacelar, sou estudante de jornalismo e a partir deste momento sou o responsável, juntamente com os integrantes d'A Outra Companhia de Teatro, pela assessoria de comunicação.

Gostaria de deixar registrado que é com imenso prazer que faço este trabalho. Conheço o grupo de longas datas, na verdade eu praticamente acompanhei seu nascimento e agora, juntamente com vocês, espero contribuir para o crescimento desta que se destaca como uma das mais inovadoras companhias de teatro da Bahia.

Bom... por enquanto é isso. Espero que meu trabalho ajude a fortalecer ainda mais o trabalho de vocês e que esta seja apenas o inicio de uma parceria que poderá render bons frutos.
É bom estar com vocês!!!!

Video - Ensaio Mar me quer

Ensaio no passeio público




















Foto: Márcio Bacelar



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Foto: Alessandra Nohvais





Foto: Alessandra Nohvais

quarta-feira, 5 de maio de 2010

ensaio.MarMeQuer



Foto: Hayaldo Copque

Foto: Hayaldo Copque

Foto: Luiz Antônio Jr.

Foto: Alessandra Nohvais

Foto: Alessandra Nohvais

Foto: Alessandra Nohvais

O diretor - maestro!

É difícil encontrar uma maneira de dirigir um grupo onde você é ator, produtor, conselheiro, as vezes líder, assistente... É difícil decidir qual caminho seguir em meio a parceiros e amigos que estão juntos em processos a tanto tempo, sempre discutindo, questionando, se unindo e se aborrecendo, mas juntos em cena ou fora dela, pensando na gestão, optando por todos e respondendo pela maioria... Difícil segurar o barco na direção, sendo mais um tripulante como os outros.

E é nesse desafio que tenho me debruçado. Como não deixar a peteca cair nos ensaios, como ouvir e aproveitar o material que os atores propõe, de que modo conduzir o elenco até minhas idéias e imagens... e principalmente, como não perder o frescor da criação e a energia que motiva o ator a querer se entregar mais ao processo?
Nos encontros, tenho descoberto um diretor-maestro! O ensaio começa e quando percebo eu já estou no meio dos atores, a cena rolando e eu orquestrando o texto, o som , a contracena, o estado, as direções... pensando numa dinâmica, as vezes, musical da cena... pensando nos ritmos e tempos... buscando uma equação que tire a encenação de uma morbidez bem possível e que certamente fará o público dormir...
Mas como dizem algumas pessoas que têm assistido aos ensaios: "tem alguma coisa boa nisso aí", mas ninguém sabe o que é... E é aí que estou investindo, na descoberta do que é essa atmosfera que as pessoas sentem e que é difícil de traduzir! O que é que dá um caldo no geral?
Como diretor-maestro, que encontrei esses dias, me sinto mais íntimo com o processo, mais presente. Entre um estalar de dedos e um "vai!", vou me enredando com o elenco. Talvez o desatar-me deles daqui há um tempo resultará em sensações que... não sei... vamo pra frente! Não quero prever nada!

por Luiz Antônio Jr.

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