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sábado, 30 de janeiro de 2010

MAR ME QUER... no MAM

É daqui a pouco lá no MAM, dentro da JAM.


Venha mergulhar conosco nessa intervenção!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

das folhas do caderno do diretor

pois é... há muito que não escrevo aqui no nosso diário virtual de registro do processo.

e hoje, peço licença para escrever no fluxo das palavras, não estando tão atento aos sinais de pontuação, confesso... é que quero expor o modo de trabalho que tenho usado com os atores, muito assim, tecendo as cenas a partir do que cada um tem trazido, sugerindo coisas que estimulem-os a criar sua cena, seus textos, suas partituras. tudo tem sido muito a partir do que o ator tem trazido para a sala de ensaio, em especial nesta etapa de processo que terá sua resultante exposta no MAM, amanhã, durante a JAM realizada pelo músico Ivan Huol.
na semana passada, trabalhamos muito focados na criação de dramaturgia coletiva, trazendo as células criadas em improvisações numa espécie de colcha de retalhos alinhavadas com fragmentos da obra de Mia Couto e músicas populares. investi nesse caminho porque acreditei que as pessoas que viriam até o passeio Público esperariam algum tipo de cena, alguma coisa que tivesse um início e um fim... e daí, investi na criação de uma mostra de cenas articuladas de modo a sugerir um mínimo entendimento do processo. nesta ocasião nosso foco estava nas histórias sugeridas pelo texto, nas relações entre os personagens da obra, na construção de um passado para estes "seres", na edificação de uma atmosfera dramática (trazendo até mesmo personas não sugeridas no Mar de Mia).
engraçado que começamos algumas vezes o processo. primeiro a gente improvisou sobre o tema, usando cada um banco como elemento de cena. depois criamos uma sequência de movimentos, quase coreográfica) que até então serviria para iniciar a "encenação" na sexta. e então seguimos inserindo as histórias geradas nas improvisações do dia anterior, foi quando Diana chegou e trouxe a ciranda de Lia de Itamaracá, linda! daí, ela trabalhou elementos da ciranda com o elenco e as coisas foram sendo levadas para outro caminho, a ponto de no nosso último encontro antes da intervenção no Passeio, as coisas se transformaram. até a ciranda chegar, eu traçara muito as marcas, os caminhos, de modo que percebi os atores engessando, ficando presos ao que eu dizia, pouco propondo e arriscando. com a chegada de Diana e a ciranda, tudo ganhou uma outra dimensão, a qual eu tenho um imenso desejo de investigar - que é a criação/encenação baseada nos princípios da exaustão, do ativar a energia criativa através da respiração, dos ventos, um pouco de "ritual", de maneira que o ator entra pela porta do universo criativo encontrando um estado de dilatação que o faz entregar-se ao criativo. assim foi na sala e assim foi na rampa do Passeio Público que dá acesso ao Teatro Vila Velha. ao final, atores e público se enredavam numa ciranda, tendo gente assistindo de tudo que é lugar, gente que passava viu a concentração de pessoas e viu tudo lá de cima da balaustrada, aqueles que vinham assistir ao espetáculo em cartaz no Teatro e que observava da fila para comprar o ingresso ou sentado nos bancos...
essa semana as coisas mudaram. ao invés de construir algo coletivo, preferi investir em acontecimentos isolados e individuais. muito por conta do modo como seremos inseridos no MAM, através da JAM. a JAM acontece há alguns anos no MAM, e no verão é o período onde existe mais público. lá tudo acontece no estacionamento que é quase como um cais, a céu aberto... lá tem todo tipo de gente, as pessoas que vão para curtir o som, que vão ver o por-do-sol belíssimo e ficam pra noite, os que vão paquerar, os turistas, os baianos, os vendedores, os jovens universitários ou pré-vestibulandos... enfim... muita coisa estará acontecendo amanhã, a partir das 18h no MAM. e nós estaremos inseridos nesse espaço. não acho que deveríamos propor uma parada do que lá já acontece para que as pessoas nos vejam, nos ouçam, nos observem. ao contrário, a idéia é que cada ator possa vivenciar um momento lá com aquelas pessoas, que muitos nunca viram... é ex por figuras naquele meio, é trazer para o corpo a Luarmina o Avô e o Zeca Perpétuo. e para isso, ao longo dessa semana cada um foi criando um leque de possibilidades, de cenas. sugeri alguns estímulos, a fim de que eles possam utilizar tudo o que lá houver a seu favor, a música improvisada como trilha sonora, as pessoas como seus pares e confidentes, o espaço como seu cenário, o tempo e o céu como seus recursos cênicos de luz... constituindo muito um espaço de performances.
assim acredito que a proposta é redefinida. antes de metermos a mão na massa, estudando o texto, decompomos ele em seis janelas temáticas: o mar, o tempo/memória, as histórias de pescador, a mulher, o onírico e a religiosidade. mas desde o final da semana passada, venho sentindo que uma outra configuração é desenhada. aproveitando a possibilidade de exposição cênica do processo em 06 espaços distintos (desde a estrutura física até o público que frequenta), optei por experimentar coisas diferentes, dialogando com o que cada lugar espera. Aqui no passeio fizemos o esquema de criar cenas - pois acreditei que as pessoas viriam ver alguma coisa rascunhada dramaturgicamente (talvez tenha me equivocado, mas foi a opção no momento), no MAM, acredito ser o lugar para testar o indivíduo, afinal são muitas as tribos lá circulando, é investir no sozinho no meio da multidão. já no palacete das artes inveredaremos na criação de estruturas cênicas e ligadas as artes plásticas, pensando muito na construção de IMAGENS, afinal é um museu e o público vai ver isso... e por aí vai...

l. a. jr.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Grande Dia

Bem, ontem foi um dia muuuuuuito especial, o dia da nossa 1º apresentação da performance do projeto Mar Me Quer com o tema "Religião" na rampa do Teatro Vila Velha.Tivemos um número bem grande de espectadores, que ao olhar para todos meu coração batia, batia, batia sem parar, "ufa". Mas foi uma experiência inesquecível, uma por ser na rua, e outra por ter sido na rampa do teatro, lugar onde a gente nunca tinha feito nada até então.
Mas o pior está por vir, estava chegando o momento de eu cantar e me deu um branco tão grande com a letra da música, fiquei desesperada (rsrsr)... olhava para o lado, Emanuela super concentrada, Buranga nem se fala, os outros estavam afastados: eu pensei e agora!? Fui como quem ñ queria nada até Emanuela e perguntei qual era a letra da música, ela nada de responder, e eu gelava, mais do que nunca, tornei a perguntar, até que ela com todo misancênio (rsrsr) me falou: Minha jangada vai sair... Então consegui cantar.
Tinha um momento na cena que a gente tinha que acender as velas, e que vela por sinal! Na 1º tentativa eu consegui e fiquei feliz, mas ñ foi por muito tempo, ela resolveu apagar com a ajuda do vento, o tempo passava e nada de eu acender vela, olhei para o lado e percebi que Jr estava na mesma situação que a minha,então respirei um pouco, " bem, ñ estou nessa sozinha" Até que depois de um tempo o vento resolveu dar uma chance para jr e eu, e cena toda aconteceu.
Em outro momento pergunto, "Buranga o que vem agora"?Ele responde:"Relaxe!!" Ou seja, ele tb ñ sabia (rsrsr).Por fim, acabamos com uma ciranda linda, chamando os espectadores para dançar com a gente.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bem, ontem foi um dia muuuuuuito especial, o dia da nossa 1º apresentação da performance do projeto Mar Me Quer com o tema "Religião" na rampa do Teatro Vila Velha.


Tivemos um nº bem grande de espectadores, que ao olhar para todos meu coração batia, batia, batia sem parar "ufa." Mas foi uma esperiencia inesquecível, uma por ser na rua, e outra por ter sido na rampa do teatro, lugar o qual agente nunca tinha feito nada até em tão.


Mas o pior está por vi, estava chegando o momento de eu cantar me deu um branco tão grande com a letra da música, fiquei desesperada (rsrsr) olhava para o lado Emanuela super concentrada, Buranga nem se fala, os outros estavam afastados, eu pensei e agora!? Fui como que ñ queria nada até Emanuela e perguntei qual era a letra da música, ela nada de responder, e eu gelava mas do que nunca, tornei a perguntar, até que ela com todo misancênio (rsrsr) me falou: Minha jangada vai sair... Então conseguir cantar.


Tinha um momento na cena que agente tinha que acender as velas, e que vela por sinal. na 1º tentativa eu conseguir e fiquei feliz, mas ñ foi por muito tempo, ela resolver apagar com a ajuda do vento, o tempo passava e nada de eu acender vela, olhei para o lado e percebi que Jr estava na mesma situação que a minha, então respirei um pouco, " bem ñ estou nessa sozinha" Até que depois de um tempo o vento resolver dar uma chance para jr e eu, e cena toda aconteceu.


Em outro momento pergunto, Buranga o que vem agora?

Ele responde:

Relaxe!! Ou seja ele tb ñ sabia (rsrsr).


Por fim, acabamos com uma ciranda linda, chamando os espectadores para dançar com agente.

Encontros, ciranda e labuta.

Essa semana começou como terminou n'A Outra: em clima de ciranda.
Uma semana de dois importantes encontros. O primeiro deles foi com Diana Ramos, que chegou na segunda-feira a todo vapor trazendo consigo uma belíssima canção. Já o segundo foi um encontro múltiplo com dezenas de pessoas no Passeio Público. Entretanto, até esse último encontro, a semana reservou muito trabalho para todos nós.
Na segunda-feira Diana chegou com tudo, mas ela realmente pegou pesado com a galera na terça. Fez alguns acertos, trabalhou o movimento de ciranda e a parte vocal para que ninguém fizesse feio no Passeio.
O tempo corria contra nós na quarta-feira quando Luiz chegou trazendo ainda mais novidades e modificações à coreografia. Foi uma noite de muito suor mas bastante proveitosa, finalizada com uma conversa providencial para os corpos cansados.
Na quinta-feira só quem descansou fui eu, porque a galera, incluindo o meu colega assistente de direção, Israel Barretto, ainda teve que apresentar a peça "A sacanagem d'A Outra", no Cabaré do Teatro Vila Velha.
Quando cheguei na sexta, todos já estavam maquiados e vestidos. Dançamos juntos e Luiz pediu concentração. Uma breve passada na sala de ensaio e saímos (suado, eu carregava a alfaia que ficaria sob minha responsabilidade). Os agora silenciosos atores, todos vestidos de branco, colocaram-se em seus lugares na ladeira que dá acesso à bilheteria do TVV e começaram. As pessoas, algumas que até vieram para ver essa primeira experimentação aberta mas que, em grande parte, eram espectadores da peça que aconteceria logo mais, timidamente observavam aquelas figuras com seus bancos, velas e instrumentos musicais. Algumas tentavam ignorar o que acontecia ali, mas o canto chegou, o brilho chegou e a ciranda girou.
Terminada a apresentação, guardados os objetos, seguimos nossos rumos a fim de recarregar as energias para mais uma semana de muito trabalho, porque sábado vem, tem o MAM.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cirandando

Indo para mais um ensaio com A Outra nessa semana em que respiramos ciranda, compus também a minha. Coisa de cirandeiro de primeira viagem:

Vou nesse mar de mê-á-mar amar
Vou no girar que a ciranda me leva
Passarito voou, caiu no mar
No colo de Iemanjá
Odoyá, mãe, carrega

Vou nesse mar que mar me quer levar
A lua é minha, a lua é meia e é bela
Gota de mar que do olhar cairá
Salgada de amargar
Pela espera dela

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais uma na tripulação!

Na noite de ontem quem chegou para somar a nossa equipe foi Diana Ramos, nossa preparadora musical e condutora no universo das cirandas e rodas.

E ela já chegou trazendo uma ciranda linda de Lia de Itamaracá:

"Quero saber quanta estrela tem no céu
Quero saber quantos peixe tem no mar
Quero saber quantos raio tem o sol
Eu só desejo é a luz do teu olhar

Não sei, oh meu amor (2x)
Não sei, eu não posso falar
Só sei , oh meu amor (2x)
Só sei, foi na ciranda que aprendi a te amar."

Marinheiro de primeira viagem

16 de janeiro de 2010 – sábado

Por volta das 08:20h, eu, Eddy, Indaiá e Junior embarcamos rumo a Ilha de Maré.

Nosso objetivo era visitar a ilha, ouvir histórias do mar, conhecer algumas praias, conversar com pescadores e marisqueiras, descobrir a realidade de comunidades que vivem a beira-mar e tiram seu sustento das águas.

Fomos num barco ou uma lancha, no total éramos cerca de 80 pessoas a bordo. Ao chegar na praia de Itamoabo, desembarcamos dentro do mar, com água mais ou menos na cintura e então alcançamos a areia da praia. Nessa aventura, Indaiá ficou desesperada ao saber que teríamos que descer dentro d’água. Chegamos até a pensar na possibilidade dela pegar uma carona num jegue que se aproximou para carregar bagagens e cestos pesados trazidos pelos visitantes. Mas tudo deu certo e chegamos sãos e salvos ao solo firme.

Caminhando, pela beirada da praia em maré de vazante, fomos em direção a Praia Grande, onde segundo Eddy, haviam marisqueiras em trabalho que poderíamos conhecer. No caminho passamos por Santana e Caquente, foi quando encontramos com Seu Bêgo (Antônio das Neves), que mora em Praia Grande e estava indo buscar um peixe em Santana. Quando lhe perguntamos se estávamos longe do local das marisqueiras, ele disse que aquele não era um bom dia – de segunda a sexta elas trabalham tirando os mariscos e no sábado e domingo vendem em outras “cidades” com Salvador. Afirmou que sua mulher e sua filha eram marisqueiras, e então decidiu voltar levando a gente até sua comunidade, apresentando pessoas e lugares, inclusive sua casa. No trajeto, nos contou sua história: desde pequeno trabalhou no mar, como pescador pegava desde peixe a crustáceo. Com poucos recursos “equipamentológicos” ele entrava no mar e pescava lagosta. Confessou que chegou a usar bombas para conseguir o pescado, porque assim se consegue uma quantidade maior de peixe e conseqüentemente, mais grana. Foi numa dessas que depois de estourada a bomba, enquanto pegava os peixes boiando que quase teve sua mão/braço comido por um tubarão atraído pelo cheiro dos peixes mortos na explosão. Contou também que já pescou com rede de arrasto, e que numa dessas chegou a pegar uma arraia/jamanta de 6.000kg ou 5.000kg ou talvez 1.000kg (cada hora era um peso! Rsrs), e devido a uma embarcação grande que cruzou o caminho de seu pequeno barco teve que soltar a “jamantona” pescada um tempo depois em Itaparica. Atualmente, trabalhava como pedreiro, porque era mais rentável, mas ainda fazia artesanato e vendia em Feira de Santana, indo até lá uma vez na semana.

Na volta a Itamoabo, com Seu Bêgo junto, encontramos dois senhores muito especiais: o Sr. Ulisses e o Sr. Eurípedes. Os três juntos, mais Eddy – estava configurado o espaço para troca de histórias de pescador. Sr. Ulisses já chegou com a história de um relógio que caiu no mar e foi achado na barriga de uma traíra que sua tratava, um mês depois, e o mesmo ainda estava funcionando! Parecida com a de Eddy, hein?! Como dizia Seu Bêgo: “essa menina é mariseira” (cheia de história, mentirosa). O melhor é que todos afirmavam sempre que era verdade, alegando que por conta da idade não mentiam mais. Seu Bêgo, a cada história dizia que era um pedreiro dos bons e “tô mentindo?! Não to! Vou completar 58 anos no dia 18/01”... Um encontro fantástico de gerações de pessoas cheias de histórias, todos embalados pelas marés da Baía de Todos os Santos.

Duas curiosidades contadas pelo Seu Bêgo: 1) para uma criança aprender a andar é só amarrar um carangueijo-tesoura num cordão e dar ao menino que em dois tempos ele vai sair andando atrás do animal; 2) se uma mulher estiver parida, ela não pode comer peixe-frade de jeito nenhum, durante 01 ano, se não ela não sara.

Umas 13h, chegamos de volta em Itamoabo, onde finalmente almoçamos. Moqueca de Atum, foi o prato escolhido. Acredite: com R$ 36,00, nós 05 (porque seu Bêgo ficou com a gente até o final, e ainda jogou o queixão em Indaiá) comemos a vontade a deliciosa comida. No entanto, nesse momento, o tempo começou a fechar. Com chuva forte caindo, nos refugiamos, depois de um banho de mar, embaixo da lona da barraca onde comemos. Umas crianças vestidas com caretas passaram por lá. E as pressas embarcamos no barco que balançava que só ele no mar avexado pelo mal tempo, todos de volta a Salvador, deixando por visitar algumas praias como é o caso de Boteio, onde mora uma amiga de Eddy que poderia nos levar até algumas pessoas para conversar sobre Yemanjá, o mar e mais histórias de pescador.

Luiz Antônio Jr.

Relatos da primeira semana

Ao final da primeira semana de trabalho, mais dúvidas do que certezas!

No primeiro dia de trabalho, construímos estruturas individuais, micro-histórias guiadas por uma partitura corporal. Estranhamente, ao construir a minha estrutura, pensei num tipo de homem do mar diferente do proposto pelo universo do texto. Criei uma lembrança de um militar, um marinheiro, talvez um náufrago, com uma relação própria de fé, uma prece de proteção para uma tripulação que talvez também tenha naufragado.


Nos dias seguintes da primeira semana trabalhamos numa estrutura coletiva. Partimos de alguns movimentos para criar uma pequena coreografia em forma de um cortejo guiado pela "Canção da partida" e a partir daí começamos a criar um mosáico com citações do texto, histórias inventadas ou contadas de várias perspectivas.


Ao fim de uma semana de trabalho tínhamos uma estrutura que mescla alguns elementos, bem como, não só a religiosidade, mas alguns outros temas que havíamos escolhido para a criação das intalações como o mar, amor, memórias, etc.


No entanto, pessoalmente, acho que a realização da primeira expedição (a ida à Ilha de Maré) no fim de semana e hoje, com a chegada de Diana trazendo as cirandas, tive a sensação de avanço, de ganho de propriedade do que estamos tentando dizer com o Mar me quer. Conversar com os pescadores, ver que o povo do mar tem olhos cor de fogo com sr. Eurípedes, sr. Bego e sr. Ulisses (pescadores que conheçemos em Ilha de Maré) e no trabalho de hoje com o aprendizado de uma nova ciranda, sentir descortinar uma nova possibilidade, caminhos mais simples e consequentemente, mais revoltos, mais difíceis, como o mar.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Primeira semana de processo












Na segunda-feira, iniciamos nosso processo. Puxa aqui, estica ali, dá uma aquecida, faz um "Vilão" pra sintonizar o elenco e simbora criar!

A partir de elementos comuns iniciamos a busca por uma construção de personagem. Bancos, esteira, vasos, caixote, velas, instrumentos... tudo foi utilizado de modo a criar um ambiente onde a fé e o mar caminham lado-a-lado. Uma oração, um diálogo, uma música:

 "Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer" Dorival Caymmi

Ao final da segunda, já tínhamos algumas histórias e figuras rascunhadas. No texto de Mia existem apenas três personagens, e minha idéia é criar outras pessoas para compor essa história de amor tão simples e popular. A proposta é trazer figuras das comunidades pesqueiras de Salvador e Região Metropolitana para dentro da história, enredando ainda mais a trama e desenhando melhor o espaço onde acontece tudo.

Na terça, continuamos nesse processo, mas já rabiscando uma estrutura de encenação, que seguimos nela até ontem, quando fechamos a semana. Um traço já existe e algumas cores já se fazem presentes na colcha de retalhos que tecemos com pedaços de cenas improvisadas pelos atores, trechos do Mar Me Quer de Mia, partituras e coreografias sugeridas com os bancos emprestados do Bando, músicas que povoam nosso "imarginário"...

Luiz Antônio Jr.

Mar... me quer

Frestas de Mar II


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Início de Processo

Um mar de expectativas e imagens embala minha cabeça na maré de início de processo...


Hoje iniciaremos nosso processo de pesquisa e criação do Mar Me Quer. Nesse primeiro momento que engloba os meses de janeiro e fevereiro, vamos trabalhar com os princípios e as estratégias utilizadas em nossas montagens: utilizando estímulos diversos (jornais, revistas, fotografias, poesias, músicas, pinturas, etc), levantamos materiais cênicos, que vão desde a criação de cenas e ambientes sonoros à experimentação de elementos de cenário, luz e figurino.

Durante esse período, eu, os seis atores envolvidos na montagem, os dois assistentes de direção e algumas muitas pessoas da nossa equipe criativa estaremos reunidos no Teatro Vila Velha, as 2ª, 3ª, 4ª e 6ª, das 19h ás 22h. Quem quiser aparecer, será bem-vindo(a)!

E mais a partir do dia 22/01, iniciamos uma sequência de intervenções/instalações/performances urbanas que será realizada em espaços soteropolitanos diversos, sendo que cada um terá um horizonte temático diferente. Serão mostras públicas de experimentações construídas em nossos laboratórios a partir da obra de Mia Couto, indo além do "Mar Me Quer", trazendo informações e fragmentos de "Antes de nascer o mundo", "O outro pé da sereia" e "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra".

Muitas coisas a fazer, muitas idéias, muitas propostas... é o momento de ter as primeiras descobertas do filho recém chegado no mundo! ou talvez seja o momento de fazer a fertilização para que ele venha ao mundo lá no mês de agosto... rsrs... o que importa é que o processo ganha corpo, voz, imagem, som, luz e um mar de outras coisas típicas das artes cênicas!

Luiz Antônio Jr.

domingo, 3 de janeiro de 2010

já é 2010... o ano das águas!



2010 começou cheio de boas energias!

Que as águas de Oxalá - orixá que nos guiará ao longo desse ano - nos lave e abençoe!

Axé!

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