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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Adquirindo impressões.

Medo.

Passeio Público X MAM.
Medo.
Essa é a palavra. Para uma atriz que está acostumada a encarar o público com a personagem.
No Passeio Público estava tudo certo. Acertado. Todos concentrados...qual cena vem agora? Perguntava Eddy bem baixinho para Luiz (Buranga!). Era tão baixinho que eu escutava. Depois eu me perguntava. Depois Júnior. Todo mundo se perguntava! E lá estava Eu, Indaiá Oliveira, dando a cara e o corpo dolorido para bater. Pensando em cada detalhe. Na resa, nos colegas, pensando na próxima cena. Branco. Lembrei! Será que estou falando baixo?! Vou cair desse banco. Que paranóia! Aí senti o público curtindo. Entendendo e aberto ao que estava sendo proposto. E a ciranda, no término comprovou. tinha a participação da platéia. Linda! Foi lindo.
No MAM, pensei. Ninguém vai olhar para minha cara. Ninguém vai me ouvir gente!
- " Acho que não vai ser possível as pessoas nos ouvirem. Então vamos improvisar. O corpo fala. Isso não quer dizer que vamos esquecer o texto. Não! Vamos fazer como ensaiamos. Disse Luiz (o diretor)
- " Deus ouviu minhas preces". Pensei.
_" Mas pode ficar, cada um na sua viagem. Né lu?!
-"É! Cada um na sua viagem.
Fui. No início a vela não acendeu. Improvisei passando ela pelo meu rosto e quebrando-a ao meio. Em seguida joguei no chão. No centro do banco. Quando subi no mesmo, ouvi: - " ela vai fazer alguma coisa com a gente. Acho que vai jogar água". Neste momento abriu uma clareira. Não ficou um ser vivo perto de mim. Deu uma dor no pé da barriga.
Senti que durante o trajeto o público começou a ficar à vontade. A entender nossa presença. Nossa interferência. Aos poucos foram participando. Jogaram água na minha cabeça e não correram depois. Incrível! Recebe uma linda rosa. E assim fui ao longo de oito momentos. Improvisando feito a nêga do leite. A cada momento, o público diferenciava. Umas coisas funcionavam, outras não.
Final.
Por que você não disse Zecaaaaaaaaaaaaaaaa!!!! Repentinamente. (gritei)
Não sei qual foi a reação do público que estava próximo. Estava com os olhos fechados.

Por: Indaiá Oliveira.

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