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quinta-feira, 18 de março de 2010

Da difícil arte de desconstruir o corpo...

"Como queria ter podido fazer este trabalho antes em minha vida".
Foi o que ficou em minha cabeça ontem após nosso primeiro dia de trabalho com Fábio Vidal.

Eu que já era admirador do trabalho dele como ator, fiquei super feliz em tê-lo conosco trabalhando e mais feliz ainda pelo foco do trabalho que ele está desenvolvendo. Mais do que a tarefa de construir partituras, estruturas que podem ou não ser aproveitadas no processo mesmo de montagem, a grande labor está em desconstruir nossos corpos, que adquiriram um conforto nesses seis anos de atividades d'A Outra Companhia.

Criamos personagens solidificados e que se repetem no nosso processo criativo, cacuetes, manhas, muletas que estávamos acostumados a nos amparar, e Fábio, chegou como um furacão (não pensem com isso que ele é agressivo, muito pelo contrário) abalando nossas estruturas e nos apresentando possibilidades, e "destreinando" nossos corpos para instituir uma disciplina. E nesse aspecto, vale ressaltar a paciência e o bom humor dele ao fazer isso. É mesmo um trabalho mais do que de artesão, mas de oleiro. Com muito cuidado ele vai remodelando nossos corpos e, consequentemente, nos remodelando como atores. Esse trabalho tem nos proporcionado um ferramenta valiosa.

Estou muito feliz com esse trabalho e muito confiante na equipe. A cada dia vejo que faremos um lindo espetáculo.

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