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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Relatos da primeira semana

Ao final da primeira semana de trabalho, mais dúvidas do que certezas!

No primeiro dia de trabalho, construímos estruturas individuais, micro-histórias guiadas por uma partitura corporal. Estranhamente, ao construir a minha estrutura, pensei num tipo de homem do mar diferente do proposto pelo universo do texto. Criei uma lembrança de um militar, um marinheiro, talvez um náufrago, com uma relação própria de fé, uma prece de proteção para uma tripulação que talvez também tenha naufragado.


Nos dias seguintes da primeira semana trabalhamos numa estrutura coletiva. Partimos de alguns movimentos para criar uma pequena coreografia em forma de um cortejo guiado pela "Canção da partida" e a partir daí começamos a criar um mosáico com citações do texto, histórias inventadas ou contadas de várias perspectivas.


Ao fim de uma semana de trabalho tínhamos uma estrutura que mescla alguns elementos, bem como, não só a religiosidade, mas alguns outros temas que havíamos escolhido para a criação das intalações como o mar, amor, memórias, etc.


No entanto, pessoalmente, acho que a realização da primeira expedição (a ida à Ilha de Maré) no fim de semana e hoje, com a chegada de Diana trazendo as cirandas, tive a sensação de avanço, de ganho de propriedade do que estamos tentando dizer com o Mar me quer. Conversar com os pescadores, ver que o povo do mar tem olhos cor de fogo com sr. Eurípedes, sr. Bego e sr. Ulisses (pescadores que conheçemos em Ilha de Maré) e no trabalho de hoje com o aprendizado de uma nova ciranda, sentir descortinar uma nova possibilidade, caminhos mais simples e consequentemente, mais revoltos, mais difíceis, como o mar.

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