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segunda-feira, 5 de julho de 2010

retirado das folhas azuladas do caderno de anotações do diretor

"...amanhã, 02 de julho, feriado na Bahia - salvo engano, dia da independência do estado... tem cortejo dos caboclos da Lapinha ao Campo Grande, desfile de fanfarras, queima de fogos... só não tem transporte circulando pelo Centro da cidade! E pra completar, amanhã tem jogo do Brasil na Copa do Mundo, as 11h - o Brasil todo pára (comércio fecha, ônibus pára, órgãos públicos não funcionam)... E o ensaio como fica?!

Essa tem sido uma semana difícil.Na segunda, jogo; na sexta, jogo. A semana passa a ter três dias, apenas, de trabalho. Isso depois de uma pausa de 01 semana por conta dos festejos juninos... viagens ao interior, forró, fogueira, licor e amendoim... Quando retomamos os trabalhos, uma dispersão inevitável... E o que fazer?

A sensação que tenho tido nesses últimos ensaios é que essa pausa, ou melhor, essas pausas, tem esfriado os ânimos. Demora pra chegar no ensaio, pra começar o trabalho, para se colocar em cena, para lembrar os desenhos, para entender as indicações, para responder as alterações... A concentração parece ser tirada a facão de cada um. Penso até: "estamos na reta final, o espetáculo tá desenhado, um relaxamento abateu o elenco; quase um 'já sei o que tenho que fazer, tô tranquilo'...". E não!

A pouco mais de um mês da estréia do espetáculo, temos muito o que fazer ainda: elementos do cenário estão sendo refeitos e figurino tá sendo costurado para então serem incorporados com propriedade na cena, canções precisam ser afinadas, o texto ainda tem alterações para serem feitas, a encenação precisa ser mais clara, definida e, ainda mais, dominada pelos atores. sem falar nas demandas todas de produção...

Coragem, tripulantes do barco Mar Me Quer! Não deixemos a peteca cair! O jogo precisa ser jogado com brilho nos olhos e "pauduressência"."

Luiz Antônio Jr.

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