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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

nas entranhas do Mar...

Começamos ontem a noite a desbravar o Mar Me Quer. Sentados na Sala João Augusto (Eu, Juninho, Buranga, Eddy, Jeferson, Manu e Lore) fomos lendo o texto, tentando identificar as imagens, os horizontes temáticos, as sensações e confusões da obra.

Muitas coisas surgiram: lembrança, memória, mar, pássaro, plumas, mulher, amar, histórias... e principalmente a indagação: qual é a linha de fronteira entre a verdade e a mentira? Em determinado momento um dos personagens afirma: "há desses fatos que só são verdadeiros depois de serem inventados". Foi nesse momento que a roda girou 720º e embaralhou nossas idéias...

Percebemos que o texto pouco se fecha, pouco afirma e veredita as coisas. Tudo é lançado ao mar... me dá uma sensação de: "cada um acredita no que lhe convém". Como são as famosas histórias de pescador, quem conta afirma ser verdade, e a riqueza de detalhes nos faz embarcar na viagem, a ponto de nos deixar em dúvida: isso aconteceu mesmo? Quem poderá nos garantir? Assim como as histórias de Eddy, de quando seu papai pescava... "a do relógio de seu irmão que se perdeu no mar e dias depois foi encontrado por um amigo de papai que do Rio Vermelho gritou 'achei o relógio de seu filho' e papai ouviu lá do Subúrbio" ou a "do casco de siri que fez uma banheira onde uma criança pode se banhar" ou ainda a clássica "da pititinga de 30 quilos que papai pescou"... Quem pode dizer que é verdade ou mentira?!

Não estou dizendo que a história contada no Mar Me Quer é uma mentira, embora seja uma fantasia! Mas talvez nas entrelinhas do Mar esteja uma reflexão sobre a verdade das coisas ditas ao outro... será?

Luiz Antônio Jr.

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